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Lendas Indígenas- O Guaraná

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A tribo de Mundukurus , do tronco Tupi , era a mais próspera dos índios.  Venciam todas as guerras, as pescas eram ótimas, os peixes, os melhores e a doença era rara.  Tudo isso por causa de um menino que, há alguns anos, nascera naquela tribo. Ele era o mais protegido de todos.  Nas pescas, era acompanhado por muitos, os pescadores desviavam dos rios as piranhas , jacarés ou qualquer outro perigo.  Mas certo dia, toda a segurança foi embora: o Gênio do Mal apareceu em forma de cascavel e feriu o garoto.  A tribo entrou em lamentação e em desespero. Tupã, o Deus dos índios, atendeu a todo aquele lamento e disse: - Tirem os olhos do curumim e plantem-no na terra firme, reguem-no com lágrimas durante 4 luas e ali nascerá a " planta da vida ", ela dará força aos jovens e revigorará os velhos. Os pajés não duvidaram, arrancaram e plantaram os olhos do curumim e regaram com lágrimas durante quatro luas. Nasceu ali uma nova planta, travessa como as crianças, com h...

Lendas Indígenas Brasileiras- A Vitória Régia

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A muitos e muitos anos atrás, a lua, conhecida pelas tribos Tupiniquins como Jaci , aparecia após o pôr do sol, para iluminar toda a aldeia, tão clara quando cheia, que haviam noites que pareciam dia. Como era sabido pela tradição oral , transmitida aos integrantes mais novos da comunidade, após o seu desaparecimento atrás das montanhas, uma vez ou outra, Jaci levava consigo uma das mais belas jovens de sua preferência, para assim torná-la uma estrela do firmamento. Assim, uma das guerreiras da tribo, chamada de Naiá, sonhava em ser uma das escolhidas, porém sempre alertada pelos ânciões da Comunidade, de que aquele seria um caminho sem retorno, uma vez que tocada por Jaci, imediatamente se transformaria em estrela. Porém Naiá, toda noite de lua cheia, implorava a Jaci que a tocasse e a transformasse, mas nunca foi atendida. Pernoitava no cume das montanhas ou até na copa das árvores, sem nunca ter o seu objetivo alcançado. Com o tempo, não sentia nem fome e nem sede, encontrava-se de...

Mitologia Hindu- Jagannatha- Uma manifestação do Senhor Krishna

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O Skanda Purana relata os esforços do rei Indradyumna para encontrar uma Deidade de Krishna após sonhar com uma bela deidade azul chamada Nila Madhava . Ele então enviou buscadores a todos os locais, afim de encontrar aquela Deidade, um deles chamado Vidyapati, que era também um brahma, retornou com sucesso, dizendo que havia uma imagem da divindade na região de Nilagiri .  O folclore regional afirma que o sacerdote foi recebido por Vishvavasu , o chefe do povo Savara . Durante a duração de sua estadia na casa do chefe, a filha deste último, Lalita , apaixonou-se por ele.  A pedido do chefe, Vidyapati casou-se com ela.  Ele percebeu que o chefe saía de casa todas as noites e só voltava ao meio-dia seguinte.  A seu pedido, Lalita revelou-lhe que essas eram as visitas de seu pai ao santuário de Nilamadhava , cuja localização era mantida em segredo dentro da comunidade.  Vidyapati persuadiu sua esposa a pedir a Vishvavasu que o levasse para ver a imagem da divi...

Mitologia Hindu-Hanumam

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O Deus macaco Hanumam é  cultuado como encarnação de Shiva , e reverenciado por sua devoção a Rama .  Na astrologia Hindú é dito que a meditação sobre o nome ou a figura de Hanuman afasta os malefícios trazidos por Shani (Saturno). O Ramayana nos esclarece que Hanumam se manifestou como um vanara (símio humanoide) e ministro do rei dos vanaras , tendo sido um dos grandes heróis da epopeia descrita no Ramayana.  Foi ele o responsável pela descoberta do cativeiro de Sita em Lanka , pelo incêndio da cidade e pela aniquilação de diversos importantes raxasas da tribo de Ravana , um Rei-Demônio , que havia sequestrado Sita, esposa de Ramachandra .  Na guerra que se seguiu para a libertação de Sita, Hanuman exibe poderes (sidhis), podendo voar e mudar de tamanho.  No decorrer da batalha, Rama e Lakshmana são aprisionados por Ahiravana , um tio de Ravana.  Para resgatá-los Hanuman enfrenta o Raxasa, que só pode ser derrotado se cinco fogueiras forem apagadas s...

Escrituras Hindus- O Mahabharata

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A origem do Mahabharata está ligada à tradição oral na Índia, que remonta há mais de cinco mil anos Mesmo antes que os textos Védicos fossem escritos, eram transmitidos, pelo que se considera um meio especialmente desenvolvido de uma forma sofisticada de transmissão oral. Logo no primeiro parva ("seção"), o Maabárata anuncia o seu caráter excepcional: “ O que for encontrado aqui, pode ser encontrado em qualquer outro lugar".  "Mas o que não for encontrado aqui, jamais será encontrado em outro lugar.” Ainda hoje a oralidade é um importante meio de transmissão dos textos do Mahabharata. O Mahabharata é visto por alguns autores como o texto sagrado de maior importância no hinduísmo , e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano.  A obra discute o tri-varga ou as três metas da vida humana: kama ou desfrute sensorial, artha ou desenvolvimento econômico e dharma , a religiosidade que se resume a códigos de conduta moral e ritu...

Lendas Japonesas- Urashima Taro

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Urashima Taro era um pescador japonês que um dia salvou uma tartaruga que estava sendo maltratada na praia por alguns rapazes.  Tarō a salvou dos meninos e retornou-a ao mar. No dia seguinte, uma tartaruga enorme se aproximou dele e lhe disse que a pequena tartaruga que ele salvara era na verdade a filha do Imperador do Mar , que gostaria de vê-lo e agradecer-lhe.  Ela permitiu que ele subisse em suas costas, e através de magia, fez surgir brânquias em Taro para que ele pudesse respirar debaixo d'água.  Assim pôde levá-lo a uma viagem para conhecer o fundo do mar e o palácio do rei-dragão, Ryūgū-jō. Lá o pescador se encontrou com o imperador e com a sua filha, a pequena tartaruga, que agora estava transformada em uma bonita princesa. Taro ficou no palácio como hóspede de honra e muitas festas foram feitas em sua homenagem.  Assim foram se passando os dias.  Embora feliz nas águas marinhas, Urashima começou a sentir saudades de sua terra natal e de seus parentes...

Lendas Indígenas Brasileiras- O Primeiro Diamante

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Muito antes de os brancos atingirem os sertões de Goiás , em busca de pedras preciosas, existiam por aquelas partes do Brasil muitas tribos indígenas , vivendo em paz ou em guerra e segundo suas crenças e hábitos. Numa dessas tribos, que por muito tempo manteve a harmonia com seus vizinhos, viviam Potira , menina contemplada por Tupã com a formosura das flores, e Itagibá, jovem forte e valente. Era costume na tribo as mulheres se casarem cedo e os homens assim que se tornavam guerreiros. Quando Potira chegou à idade do casamento, Itagibá adquiriu sua condição de guerreiro.  Não havia como negar que se amavam e que escolheram um ao outro.  Embora outros jovens quisessem o amor da indiazinha, nenhum ainda possuía a condição exigida para as bodas, de modo que não houve disputa, e Potira e Itagibá se uniram com muita festa. Corria o tempo tranquilamente, sem que nada perturbasse a vida do apaixonado casal.  Os curtos períodos de separação, quando Itagibá saía com os demais pa...